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Religião: Deus Meu

  • 20 de nov. de 2017
  • 3 min de leitura


Não sei se isso acontece com todo mundo, mas acredito que uma boa parte da população já se interrogou sobre Deus. Quem é? O que faz? Existe mesmo? O meu momento mais questionador foi quando fiquei profundamente doente. Antes disso eu acreditava nele, às vezes desacreditava, não dava muita bola ou nem pensava muito a respeito. Mas no momento em que vi minha vida sendo duramente modificada para pior, a nossa relação ficou altamente conturbada.


De início me apeguei a fé, foi um baita aprendizado, e todo dia fazia um esforço enorme para emanar pensamentos positivos e acreditar que eu seria curada, enquanto eu sentia dores lancinantes em várias articulações no meu corpo. A cura, porém, não veio tão rápido. Fiquei revoltosa e resolvi me rebelar. Perguntei porque eu estava sofrendo daquele jeito. Questionei o motivo dele me punir de uma forma tão árdua. Xinguei, destratei, injuriei.


Uns dizem que nós devemos tudo a Deus, que temos que reverenciá-lo, venerá-lo e agradecê-lo. Outros falam que ele pune e castiga. E ainda afirmam que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Não pode ser! Essa necessidade de ser reverenciado o tempo todo é uma característica humana, que carece de alimentar o ego, Deus deve ser muito melhor que isso. Castigo e punição são formas violentas de tentativa de correção, não acredito que Deus desejaria algum mal a alguém, isso é novamente humano. E assegurar que somos semelhantes ao senhor é de uma audácia tremenda, o homem é realmente arrogante.


Em uma noite em que eu não conseguia dormir pela dor intensa em meus quadris, levantei-me e me dirigi até o quarto vazio, andando com o meu tronco angulado a 90 graus com as minhas pernas. Deitei em posição fetal, estava a ponto de delirar e no desespero clamei fortemente por ele. Pelo amor de deus, termine com esta aflição, não sou mais capaz de seguir assim. Atordoada, fiquei zonza e adormeci.


Depois desse episódio optei por rever nosso relacionamento e cheguei a uma bela e libertadora conclusão. Primeiro descobri que Deus é um nome unissex, ou melhor, assexuado, desprovido de gênero. Ele não tem barba, nem pele sedosa e muito menos olhos claros. Também não tem religião, e não há local certo para encontrá-lo. Na verdade, ele não tem forma fixa, Deus é formado por uma massa de todas as coisas boas e os melhores sentimentos que existem nesse mundo, e essa massa é leve e flexível, a qual pode adotar qualquer formato. E nessa mistura infinita e vaporosa há inúmeros pontos de luz de todas as cores, recobrindo a Terra inteira. E a todo momento partículas se soltam e caem sobre nós. Ao atingir um ser, esses fragmentos são absorvidos, gerando uma sensação de bem-estar.


Para Deus todos são merecedores de receber as partículas mágicas, não há julgamento nem distinção. Quem faz isso somos nós. Ao estar com raiva, ódio ou inveja, temos a capacidade de anular o poder positivo recebido. Diante disto, temos que aumentar as chances de receber a chuva de brilhos. Para isso, deixe leve o seu coração, gire sorrindo com os braços abertos, infle a sua alma, aumente a zona de contato e deixe que todo o bem penetre densamente em sua vida. Se conseguir ver além, talvez até enxergue a sua áurea iluminada. E por fim, agradeça! Não porque Deus pediu, ele não trabalha com troca de favores, mas sim porque você se sentiu tão bem que precisava dizer: Amém!

 
 
 

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