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Intercâmbio - meu renascimento

  • 8 de fev. de 2018
  • 3 min de leitura

Aos 24 anos, eu decidi viajar, sozinha. Nada no mundo me tirava da cabeça que eu só iria esquecer "aquele cara" estando bem longe dele. E devo admitir, não é que deu certo? Não só esqueci ele como conheci alguém bem mais especial. Porque o mundo é assim, ele dá muitas voltas. E dentro de um avião, as voltas se tornam um novo caminho. Sem volta.

O frio na barriga. O medo do novo. A ansiedade pelo desconhecido. Nada se transforma em tudo e “muito” parece infinito. O destino é detalhe. E o encanto inicia no preenchimento dos papéis, na expectativa do visto, na troca de fotos com a "homestay", na pesquisa do Google. Mas você tem que estar de mente aberta, de coração tranquilo e com muita vontade de viver intensamente cada segundo para que faça sentido. Antes mesmo de partir eu já me sentia inteira, ainda que estivesse em pedaços.

Durante meu primeiro intercâmbio, em 2011, eu percebi que sou uma guerreira. Que posso ser quem eu quiser e que sou exatamente quem quero ser. Porque lá fora as pessoas não conhecem sua história, elas apenas te recebem de braços abertos, sem julgamentos ou pré conceitos. E eu fui aceita. Amada. Querida. Fiz amizades sem falar a mesma língua, me virei em um lugar totalmente diferente, peguei o ônibus errado e consegui voltar pra casa, tive amigos que viraram irmãos em pouco tempo e um amor que virou eterno enquanto durou. Os dias pareciam meses e a intensidade de tudo era proporcional a minha alegria de estar lá, no lugar certo, na hora certa. A experiência de viajar é libertadora. Faz você crescer sem perceber. Faz você amar uma pessoa com valores e crenças totalmente diferentes da sua. Faz você viajar pelo mundo sem nem sair do lugar. É transformador. Os sonhos se renovam. A vontade de conhecer outros países se multiplica. E as dificuldades te tornam mais forte. A tristeza e a alegria andam sempre ao seu lado, junto com a saudades e uma vontade doida de parar no tempo.

Eu fiz 2 intercâmbios na minha vida: um para esquecer um amor e o outro para viver um novo. Mas a verdade é que você não precisa de um motivo para viajar, pois a experiência por si só já é o maior motivo. Meu renascimento… quando me tornei mais paciente, menos explosiva, mais compreensiva, menos sonhadora e mais realizadora. Hoje as viagens são para turismo, com amigos, familiares, com planos e objetivos também. O encanto é o mesmo, a ansiedade também, mas a mágica de viver tudo aquilo, pela primeira vez, permanecerá pra sempre, viva e cheia de lembranças. Junto com as pessoas que você se identifica, de tantos lugares do mundo, mas que te fazem perceber que, no fundo, todos somos iguais. Os anos passam, as memórias permanecem, junto com o carinho por cada um deles. Seja daquele amigo japonês que te chamava de “ovo cozido” ou aquele cara que saiu no meio da madrugada pra te emprestar um cobertor. Seja aquela colega francesa que comprou guaraná pra te ver feliz ou aquela amiga que estava ao seu lado quando seu avô faleceu, no meio da madrugada. Seja aquela amiga colombiana que te manda mensagens até hoje ou aquele cara fantástico que roubou seu coração. Cada história, um bando de gente diferente mas igual, pelo menos na amizade, na parceria, na generosidade.

Então termino este texto desejando que você também tenha tido essa experiência, e se não teve, que tenha um dia. Viajar sozinha (o), sem medo, sem receio, com muita coragem e uma vontade maluca de fazer valer a pena, pode ser o seu renascimento.

 
 
 

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