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  • 15 de fev. de 2018
  • 2 min de leitura

Viajar é uma das melhores coisas da vida. Só de passar uns dias fora de casa, conhecendo novas culturas, já é enriquecedor. Imagina então morar um tempo fora, entrar em contato direto e intenso com outras pessoas e costumes. Isso sim é experiência de vida.


Eis aqui a minha experiência: 20 anos e uma vontade louca de me jogar por aí. Fui atrás e descobri que minha universidade tinha convênio com outras pela Europa. Meus olhos brilharam, tracei um plano e apresentei para os meus pais. Depois de uma certa negociação, toparam. Lá fui eu rumo a Portugal por 6 meses estudar. Estudar?


Não vou negar. O estudo de início era o foco, de início... Era tanto lugar para conhecer, tanta gente para conversar, tanto cultura para vivenciar. Uma jovem e um mundo a explorar. Era essa a sensação. E lá, do outro lado do oceano, sem ninguém familiarmente conhecido, tudo fica mais intenso. Inclusive a coragem, ou a cara de pau. Cabia tudo em uma mochila nas costas, quase mais pesada que eu, mas isso nunca foi um problema. A caça por passagens, hospedagens e comidas baratas eram constantes. Tanto que numa viagem a Paris, eu e mais duas amigas acabamos acolhidas em um convento destinado a meninas ucranianas. Ah, sobre o estudo? Passei em todas as matérias, ok?


Gostei tanto da coisa que no retorno eu já estava negociando com os meus pais de novo o próximo intercâmbio. E não é que eu fui? Um ano depois desembarquei num lugar longínquo chamado Nova Zelândia. Inglês é o foco, mas na memória ficou o pulo de bungee jump, paraquedas e andanças pela cidade.


Voltei, porque sempre é bom voltar. Eu amo voltar e dessa vez para ficar. Quando lembro dessas experiências, rio sozinha. Tempo bom que não volta mais...


Hoje? Sou muito mais medrosa e apegada. Maldita maturidade, tão necessária, mas por vezes um tanto restritiva. Agora grávida então nem me imagino viajando sozinha, vagando por ruas desconhecidas em plena madrugada.


Olha, não sou de dar conselhos, até porque acho que os meus nem são bons. Porém dessa vez vou me arriscar. Faça um intercâmbio (se tiver condições, é claro). Está se achando velho demais para isso? Conheço pessoas com seus 40, 50 anos que estão indo. Passou da hora e o emprego fixo fala mais alto? Então deixe o seu filho fazer.


Também não sou de fazer promessas, contudo dessa vez vou me atrever. Filho, não vou apenas deixar, bem como irei incentivá-lo a fazer intercâmbio, e sem pirar (rs). Combinado?



 
 
 

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